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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Rapidinhas:

Klaxons – Surfing the Void: Os Klaxons, fundadores de uma coisa imaginária a que muitos deram o nome de nu-rave – já eras! - acharam que a Polydor tinha razão – a primeira face deste disco, a que daqui a uns anos devemos ter acesso via edição de raridades e afins, era “demasiado experimental”. A editora, dizemos nós, achou muito bem. Os Klaxons, concluímos nós, acharam muito mal. Surfing the Void é um dos piores discos do ano. Tomorrow Morning, dos Eels, ao lado deste disco é obra-prima. Não há uma canção, não há um gancho que nos prenda a atenção. Canções açucaradas, todas iguais a si mesmas, um álbum sem fim. Foi produzido por Ross Robinson, considerado por muitos o padrinho do nu-metal, o que já explica meia dúzia de coisas.


2/10


Mavis Staples – You’re Not Alone (Na Foto): Mavis Staples é uma lenda viva. Tem 71 anos de idade e já colaborou com génios absolutos como Bob Dylan ou Prince. Em 2010 já não tem nada a provar e muitos andarão a perguntar-se: O que anda a senhora Staples a fazer com Jeff Tweedy, o gajo dos Wilco? Esclareça-se desde já: Sim, foi Tweedy que foi atrás do seu ídolo de infância, mas também foi Tweedy que preparou grande parte desta empreitada – produção, guitarra, etc. De Staples podemos apontar que a experiência que as sete (!) décadas de existência lhe garantem, permitem que a sua voz consiga, com esta avançada idade, ainda atingir um nível vocal ao alcance de poucas. Blues, soul e muito gospel num disco sem falhas.


7/10



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

[Reportagem] Klaxons - Musicbox - 24 de Outubro

Logo que o concerto foi anunciado para o Musicbox insurgiu-nos uma questão: como podem tantos fãs caber num espaço que permite a entrada de pouco mais que duas centenas de pessoas? Resposta simples: Não cabem. Afinal, já dizia o outro: quanto menos pessoas estiverem, mais histórico se torna o concerto. E a actuação dos Klaxons no Musicbox, no dia 24 de Outubro deste 2010 foi isso mesmo, histórica. E não, não entrou toda a gente.

Na primeira parte estiveram os Dusk at the Mansion, duo composto por Ricardo Mestre e David Costa que desta vez se apresentou com uma surpresa, uma violoncelista convidada que garantiu uma sonoridade singular à banda. De resto, notam-se, acima de tudo, as influências dos Kraftwerk nas vozes digitalmente manipuladas. O critério da escolha ainda está por desvendar, pois o público dos Klaxons também pode ser o público dos medíocres Metro Station, banda infanto-juvenil que tem feito furor na série infanto-juvenil Morangos com Açucar – não estamos a atirar para o ar, foi uma das canções mais celebradas à entrada, canções com que o DJ de serviço tentava animar as hostes.

Finalmente os Klaxons. O novo álbum é infinitamente inferior à entusiasmante estreia, mas, ao vivo, as novas canções ainda sobrevivem. Abriram com “Atlantis to Interzone” e conquistaram uma audiência já rendida a seus pés. Instalou-se o caos, uma loucura muito pouco controlada que dificultou o trabalho dos fotógrafos ao máximo – até houve lugar a algum crowd surf, logo à segunda canção. O Musicbox estava a pinha, mas nem por isso os fãs se intimidaram. Canções como “Gravity’s Rainbow”, “Golden Skans”, “Two Receivers”, mas acima de tudo, “Magick” contaram com, pelo menos, o triplo do entusiasmo das canções de Surving the Void, à excepção do primeiro single, “Echoes”. As palavras foram poucas, ouvimos algo como um “Lisbon, it’s hot and it’s fun, thank you”. As canções surgiram, ao longo de uma hora, com encore incluído. No dito encore ouvimos “It’s Not Over Yet” e notamos que o som está demasiado alto e os ouvidos chegam a sofrer.

Foi um concerto histórico. Histórico pelas condições em que se realizou. Reparámos nalgum desleixo por parte da organização na escolha do local. Notámos que a Rua Nova do Carvalho não estava preparada para receber um evento destas proporções. Muitos dos jovens que estiveram no local estiveram no Musicbox pela primeira vez. É um dos melhores espaços musicais de Lisboa, mas em eventos menos gigantes.
Nota: A foto não corresponde ao concerto em questão.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Paredes de Coura: Hoje é o dia!


Sim, já tivemos Los Campesinos, The Cult, Vivian Girls, Best Coast e Caribou, mas é hoje, terceiro dia do Festival Paredes de Coura, que a coisa aquece verdadeiramente. Não há um cabeça de cartaz assumido, mas há uma lenda (Peter Hook) a reproduzir em palco um clássico absoluto - Unknown Pleasures, o primeiro de dois álbuns dos Joy Division. Temos os Klaxons, uma das mais interessantes propostas do rock que também dança dos últimos cinco anos, a apresentar novo material. A abrir as hostilidades estará The Tallest Man on Earth a apresentar o recente e aclamado The Wild Hunt - se o fantasma de Bob Dylan pairar sobre a Praia do Tabuão não se estranhe, não é mero acaso. Logo a seguir há PAUS, reunião bem conseguida de elementos dos If Lucy Fell, Linda Martini e Vicious 5 - estão garantidos os (excelentes) quatro temas do EP É uma Água e uma jam, tal como no Alive. Sobram os White Lies que não são grande coisa, mas cujo interesse será verificar como vão transportar toda aquela carga melodramática piegas e cheia de acne para cima do palco. Amanhã só há Specials e Prodigy - os Mão Morta são nossos - pelo que hoje é que é de aproveitar.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

[Notícia] Klaxons apontam para 2012, mas calma (!) - leiam a notícia até ao fim

Ainda ninguém o disse, mas avançamos nós: o segundo disco dos Klaxons ameaça ser o Chinese Democracy da geração dos zeros.

Depois de uma data de percalços mal explicados - como é exemplo a ideia de mandar um disco para trás por ser "demasiado experimental" -, os Klaxons parecem - dizem eles - ter chegado finalmente a bom porto.

Em entrevista ao NME, Jamie Reynolds referiu que a ideia é apontar para 2012 e para o xamanismo - google it - que é uma ideia que envolve bruxaria, feitiços e magia, o que pode ser bom pronuncio.

Relativamente a 2012 nada de novo, o "tempo do sexto sol", um povo a viver em harmonia. "Nós acreditamos nisso", conclui Reynolds. Nós cá, continuamos cépticos, mas ainda acreditamos num segundo disco em 2010.