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quarta-feira, 8 de junho de 2011

[Reportagem] Twin Shadow - 25 de Maio - Lux

Relativamente ao concerto de Twin Shadow no Lux, no passado dia 25 de Maio, tínhamos uma certeza – o som estaria melhor do que da última vez que lá tínhamos estado. A última visita ao Lux fora no dia 19 de Abril, dia de concerto de Best Coast. Concerto péssimo por várias razões, mas, resumindo muito bem a coisa, o som estava péssimo e, ao vivo, Beth Cosentino não canta um chavo.

Adiante. Twin Shadow é George Lewis Jr., um tipo que podia muito bem ser um actor de Bollywood mais charmoso que o normal. E é nesta altura, numa altura em que os Gayngs repescam clássicos mais ou menos pirosos, one hit wonders avulsos e fazem-se de pomposos românticos que recebemos um Twin Shadow que se atira de cabeça aos sons do passado, um passado em que conseguimos filtrar influências dos Smiths, Queen e David Bowie.

O disco, “Tyrant Destroyed”, foi criado durante o refúgio em Brooklyn (mais um). Antes, Shadow havia passado pela Suécia e é com admiração que lhe vemos sair, a meio do concerto algo como: “Não percebo porque é que os americanos vão todos para países como a Suécia e a Dinamarca. Portugal é bem melhor”. Caro George Lewis, os americanos nem sabem que existimos – para os mais letrados somos uma província espanhola. Agora estamos nas bocas do mundo pelas piores razões – infelizmente, talvez nos conheçam melhor agora.

“Tyrand Destroyed” foi tocado de uma ponta à outra – «Castles in the Snow» duas vezes, uma a meio, outra a fechar, mas não há material para encores. O espectáculo escapa-nos sem grandes problemas, mas também sem grandes sobressaltos. Percebe-se o burburinho, mas, ao vivo, falta qualquer coisa que nos faça chegar à conclusão que a quantidade de concertos do homem marcada para os próximos meses seja justificada. Em sala foi suficiente, mas como será em festival?

Texto publicado originalmente em www.ruadebaixo.com

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Discos do Ano - 8º: Twin Shadow - Forget


Numa altura em que os Gayngs existem, neste tempo em que os Gayngs repescam clássicos mais ou menos pirosos, "one hit wonders" avulsos e fazem-se de pomposos romãnticos, recebemos Twin Shadow alterego de George Lewis Jr., personagem que mais parece saída de um filme de Bollywood. A estreia de Twin Shadow atira-se a sons do passado, um passado em que conseguimos filtrar influências como os Queen e David Bowie.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

[Crítica] Twin Shadow - Forget

Numa altura em que os Gayngs existem, neste tempo em que os Gayngs repescam clássicos mais ou menos pirosos, "one hit wonders" avulsos e fazem-se de pomposos romãnticos, recebemos Twin Shadow alterego de George Lewis Jr., personagem que mais parece saída de um filme de Bollywood.

A música de Shadow surge, como em tantos outros casos, fruto de um amor frustrado. O músico refugiou-se em Brooklyn e gravou algumas demos que enviou para a Terrible Records, a editora de Chris Taylor, ele dos tão recomendáveis Grizzly Bear. É a primeira edição da novíssima editora de Taylor – e sai-se logo com um grande disco, um dos melhores de 2010.

A estreia de Twin Shadow atira-se a sons do passado, um passado em que conseguimos filtrar influências como os Queen e David Bowie. Mencionamos os Gayngs no início deste texto, mas Forget não contém nenhuma canção mais imeditada e não condena Shadow ao estatudo de mais um "one hit wonder". Longe disso. Forget é, isso sim, um disco fabuloso, um disco pop em que electrónicas dançáveis se encontram com algumas guitarras clássicas numa das melhores colecções de canções do ano.

8/10