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sábado, 8 de janeiro de 2011

[Escuta] Soundcheck 03

Soundcheck # 3, o primeiro de 2011, numa altura em que os espectáculos ainda escasseiam, um especial dedicado aos melhores concertos de 2010.

Soundcheck # 3 by Pedro Arnaut

Soundcheck #3:

Janelle Monáe Feat. Of Montreal - Make the Bus
Prince - When Doves Cry
Faith No More - Land of Sunshine
Black Rebel Motorcycle Club - Berlin
Flaming Lips -The Sparrow Looks up the Machine
The National - Conversation 16
Wavves - Green Eyes

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Discos do Ano - 1º: Janelle Monáe - ArchAndroid


Agora que as oportunistas (Duffy, Adele e afins) desapareceram tão rápido como apareceram, agora que a soul já não é uma moda capaz de encher estádios e Amy Winehouse já não aparece todo o santo dia nos tablóides britânicos, agora, meus caros, é a altura certa para Janelle Monáe se mostrar. Arch Android vai a todas - tal é fácil notar logo à segunda canção (a primeira é a intro), "Dance or Die": spoken word do grande Saul Williams, baixo pulsante, Monáe a esgrimir rimas pedidas de emprestado ao hip hop e um caos sónico que culmina num solo ácido. Já ganhámos o dia, mas há mais. Há jazz, funk, r&b, soul (muita soul) e rock psicadélico. Monáe quis fazê-lo em grande e foi isso mesmo que fez. Na primeira metade é uma artista em estado de graça, um conjunto de canções pop perfeitas. A segunda metade é um objecto estranho, menos entusiasmante, mas nem por isso menos bom. É como se a primeira metade fosse uma explicação teórica, mas positiva desse Mundo que é referenciado algures em 3005 (!), e a segunda metade fosse a explicação prática. Um "Ok! Isto não é assim tão bom, pelo contrário, é terrivel e não há grande volta a dar”.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Canções do Ano - Parte 8

Todos os dias, até Janeiro, a Unidade vai publicar três daquelas que considera serem as melhores canções do ano. Hoje: Janelle Monáe, Arcade Fire e uma colaboração.


Janelle Monáe - Cold War


Arcade Fire - Half Light II


Kid Cudi, Best Coast and Rostam Batmanglij - All Summer

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Janelle Monáe confirmada no Super Bock em Stock

Agora que o entusiasmo deu lugar à ansiedade, já o podemos anunciar: Janelle Monáe, autora de um dos discos maiores deste ano, ArchAndroid, vai estar na 3ª edição do Super Bock em Stock, em Lisboa. O grande acontecimento dá-se a 4 de Junho e o evento ainda não conta com confirmações oficiais. Em baixo podem ver e ouvir "Cold War", um hino, um clássico, a canção do ano. Janelle Monáe vem a Portugal! Afinal o entusiasmo ainda não deu lugar à ansiedade... Uuuuhuuuuuuh!



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

[Crítica] Janelle Monáe - The Arch Android

Agora que as oportunistas (Duffy, Adele e afins) desapareceram tão rápido como apareceram, agora que a soul já não é uma moda capaz de encher estádios e Amy Winehouse já não aparece todo o santo dia nos tablóides britânicos, agora, meus caros, é a altura certa para Janelle Monáe se mostrar.

Arch Android vai a todas - tal é fácil notar logo à segunda canção (a primeira é a intro), "Dance or Die": spoken word do grande Saul Williams, baixo pulsante, Monáe a esgrimir rimas pedidas de emprestado ao hip hop e um caos sónico que culmina num solo ácido. Já ganhámos o dia, mas há mais. Há jazz, funk, r&b, soul (muita soul) e rock psicadélico. Monáe quis fazê-lo em grande e foi isso mesmo que fez. O conceito é simples, estamos num futuro longínquo, baseado na longa-metragem de Fritz Lang, o clássico Metropolis, e em que tudo parece igual a este hoje: repressão, racismo, machismo, desigualdade e escravatura são uma realidade cada vez mais presente. Para isso chamou alguns dos melhores - Big Boi, Saul Williams e os Of Montreal - e dividiu o álbum em duas partes.

Na primeira metade é uma artista em estado de graça, um conjunto de canções pop perfeitas. A segunda metade é um objecto estranho, menos entusiasmante, mas nem por isso menos bom. É como se a primeira metade fosse uma explicação teórica, mas positiva desse Mundo que é referenciado algures em 3005 (!), e a segunda metade fosse a explicação prática. Um "Ok! Isto não é assim tão bom, pelo contrário, é terrivel e não há grande volta a dar”.

Tal como David Bowie, Monáe criou um épico ficção cientifica. Deu-se bem. Os 70 minutos só se começam a notar no último quarto do álbum. O Mundo em 3005 até pode ser terrível, mas o de hoje, o de 2010, é injusto: como tal, vamos continuar a adorar Lady GaGa e a ignorar Janelle Monáe.

9/10