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domingo, 26 de junho de 2011

Alive! 11 - A não perder #1: James Blake

Para quase todos é o dia de Coldplay, para nós é o dia da estreia de James Blake em Portugal. Não é que o disco nos tenha seduzido logo à primeira, mas é daqueles que cresce com o tempo. Pós-dubstep ou dubstep de câmara, Blake é o que lhe quiserem chamar. Geoff Barrow (Portishead) foi mais longe, "twittou" algo como: "Será que esta década vai ser lembrada como a década em que o dubtep se encontrou com os cantores pub?", numa clara provocação. E se os rótulos valem o que valem, os vídeos aqui em baixo não enganam - contra todas as expectativas, a música de James Blake sobrevive em festival e leva o dubstep às massas. Faça-se o silêncio, vamos ouvi-lo.










terça-feira, 29 de março de 2011

O South By Southwest em vídeos #2

Mais melhores momentos do South By Southwest. Por melhores momentos entendam-se as bandas que realmente interessam e com um mínimo de qualidade de imagem. Hoje vamos do "H" ao "S". James Blake, Memoryhouse (a tocar para crianças invisuais), Odd Future e Queens of the Stone Age.

James Blake


Memoryhouse


Odd Future


Queens of the Stone Age

segunda-feira, 14 de março de 2011

[Crítica] James Blake - James Blake

Interessante a forma como o Dot Music começa por abordar o álbum de estreia de James Blake - depois de três eps que criaram um micro-fenómeno. Na mesma altura em que Mike Skinner - também já foi o maior, lembra-se? - diz adeus enquanto The Streets, Blake estreia-se com um disco homónimo em que a aclamação crítica e pública são unanimes. Ora, Skinner, no já longinquo ano 2002, apareceu vindo das ruas londrinas para criar uma nova linguagem à qual se convencionou chamar grime. Skinner enquanto The Streets era sinónimo de grime, era o primeiro nome que nos vinha à mente quando juntávamos as letras "G", "R", "I", "M" e "E". De Blake diz-se que pode estar a inagururar uma nova corrente estética - um pós-dubstep em que vozes manipuladas se fundem com os subgraves da linguagem londrina. Grime, Londres, dubstep, The Streets e James Blake - tudo certo.

James Blake, o disco, é composto por ecos, silêncios e um uso (e abuso) de efeitos vocais - auto-tune, reverb, vocoder, etc. É intenso, Blake mantém a voz sempre no limbo, voz essa que, diz o próprio que vai buscar influências a Joni Mitchell e Justin Vernon (mais conhecido por Bon Iver), mas que também assume semelhanças com o registo de Antony Hagarty (dos Antony and the Johnsons). De resto, a voz (ou a sua presença) é a grande novidade dos eps para o disco de estreia, um álbum orgânico e que pertence claramente a este tempo.

Entre as máquinas e o piano, James Blake, um puto de 22 anos, despe-se e coloca-se a jeito. Pós-dubstep? O tempo o dirá.

7/10